Leiria Sem Invasoras

Município de Leiria

As atividades do LSI procuram promover a participação em voluntariado ambiental, a divulgação de informação relativa à flora de invasoras e aos seus impactes negativos nos ecossistemas, bem como a sua remoção e controlo. São abordadas as características das EEIs, o problema para os ecossistemas e técnicas para o seu controlo e erradicação. As espécies abordadas foram as espécies com presença mais marcada na nossa região. Os participantes são convidados a contribuir para o controlo das espécies.

Apresentação do Projeto/Ação

Ano em que o projeto/ação foi implementado e fase em que se encontra

Projeto iniciado em 2019. Está numa fase de continuidade do trabalho desenvolvido, de alguma expansão, de muita monitorização e com a certeza de que esta será uma luta que irá levar muitos anos.

Objetivos do projeto/ação

1 – Promover o conhecimento sobre Património Natural do Concelho de Leiria e a sua importância na prestação de serviços ecossistémicos, de como as Espécies Exóticas Invasoras (EEIs) ameaçam o equilíbrio desses ecossistemas e colocam em causa a prestação desses serviços.
META: Obter nota média igual ou superior a 4 na pergunta “Relevância do Tema” do Inquérito de Avaliação da AEA

2 – Promover o conhecimento sobre a prevalência de EEIs no Concelho de Leiria – quais são, em que quantidades, em que contextos, evolução da disseminação.
META: Garantir a quantificação de EEI removidas, por parte dos participantes, em 90% das atividades.

3 – Fomentar a participação ativa das pessoas em ações de Conservação e Restauro dos Ecossistemas pelo controlo, remoção e erradicação de EEIs
META: Obter nota média igual ou superior a 4 na pergunta “Pertinência na repetição de ações desta natureza” do Inquérito de Avaliação da AEA

4 – Problematizar o papel e impacte da ação humana na disrupção dos ecossistemas ao introduzir ou não contribuir para o controlo de EEIs
META: Obter mais de 80% de respostas positivas à pergunta “Considera que esta atividade ajudou a alertar os seus alunos para a problemática das Espécies Invasoras?” do Inquérito de Avaliação da AEA

5 – Promover a aquisição de conhecimentos sobre este tema através da metodologia dos 3H’s – Head, Heart and Hands (cabeça, coração e mãos):
META: Obter nota média igual ou superior a 4 na pergunta “Interesse da atividade” do Inquérito de Avaliação da AEA

6 – Providenciar a aquisição de competências para a aplicação de estratégias, métodos, e práticas de controlo de EEIs
META: Obter nota média igual ou superior a 4 na pergunta “Clareza dos conteúdos abordados” do Inquérito de Avaliação da AEA

7 – Sensibilizar o cidadão para formas de coexistir com a Natureza que minimizem os impactes negativos.
META: Conseguir o mínimo de 500 participantes no total de atividades.

8 – Fomentar a consciência ecológica dos participantes;
META: Obter nota média igual ou superior a 4 na pergunta “Acredita que esta atividade despertou uma maior consciencialização para a importância de preservar matas com espécies autóctones?” do Inquérito de Avaliação da AEA

9 – Almejar o envolvimento de cidadãos parana temática das EEIs através de plataformas digitais que facilitem o acesso e o envolvimento, num processo de ciência cidadã (plataformas/APP iNaturalist e Espécies Invasoras de Portugal);
META: Não é possível quantificar uma meta.

10 – Proporcionar experiências pedagógicas in loco que contribuam para experiências imersivas consubstanciadas em aprendizagens mais consequentes, transformadoras e duradouras
META: Obter nota média igual ou superior a 4 na pergunta “Considera que a ação de remoção de plantas in loco reforçou o processo de aprendizagem?” do Inquérito de Avaliação da AEA

11 – Potenciar maiores impactes junto da sociedade através da celebração de efemérides, dias evocativos e semanas de sensibilização
META: Celebração de, pelo menos, 2 efemérides

12 – Empoderar o público a agir, sensibilizar e exigir políticas públicas de Conservação da Natureza e Restauro Ecológico no âmbito das EEIs.
META: Divulgar publicamente a quantificação de EEI removidas, por parte dos participantes, em 90% das atividades.

13) Participar através de comunicações em congressos nacionais e internacionais, bem como outros meios de trocas de metodologias a nível nacional.
META: Participação em 1 congresso/seminário ou equivalente.

Público-alvo e número de pessoas abrangidas

Este projeto procura alcançar o maior número de munícipes possível, mantendo atividades abertas ao público em geral, mas concentra esforços no público escolar, que garante grande abrangência na população e prepara as próximas gerações para esta batalha, e os funcionários da administração local que trabalham na manutenção de espaços verdes, tanto dos municípios como das juntas de freguesia, que já batalham no terreno.
Participaram neste projeto 693 pessoas; todas as atividades esgotaram as vagas, algumas ficaram com pessoas em lista de espera.
As publicações nas redes sociais atingiram milhares de pessoas.

Nome dos parceiros

Estabelecimento Prisional de Leiria – Jovens
ABAAE – Programa Bandeira Azul
Escola Secundária Afonso Lopes Vieira
IPSS Oásis
União de Freguesia de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes
Junta de Freguesia dos Milagres
Junta de Freguesia do Coimbrão
UF de Marrazes e Barosa
União de Freguesias de Monte Redondo e Carreira
Divisão de Espaços Verdes do Município (DIEV);
Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta – ICNF
Entidades participantes:
Colégio Dinis de Melo;
Colégio Dr. Luís Pereira da Costa;
Colégio Nossa Senhora de Fátima;
Colégio Senhor dos Milagres;
EB 2,3 José Saraiva;
EB 2, 3 Dr. Correia Mateus;
EB Santa Catarina da Serra;
Escola Secundária Afonso Lopes Vieira;
EB 2, 3 Dr. Correia Alexandre

Avaliação do Projeto/Ação

Instrumentos utilizados para avaliar o projeto/ação

– O número de participantes foi contabilizado em cada sessão.
– Em cada ação foram contabilizados os espécimes de EEI removidos/descascados, com recurso a um quadro de registo, em que os participantes iam registando o nº de espécimes retirados, com a frequência que desejavam. No final da sessão os registos foram somados, compilados em relatório e divulgados nas redes sociais. No caso da remoção de chorão da praia, foi contabilizada a área intervencionada.
– O grau de satisfação dos participantes e alguns dos objetivos foram avaliado por inquérito digital. (ver o campo “Indique os objetivos do projeto/ação, quantificando as metas”, do Ponto 2. “Apresentação do Projeto/Ação”)

Indicadores utilizados para avaliar o projeto/ação

1. Nº de participantes
2. Quantitativos de EEI eliminadas resultantes das ações de controlo
3. Grau de satisfação dos visitantes/participantes:
Classificação média da avaliação – Através de inquéritos de satisfação online por formulário, com sistema de classificação de 1 a 5. (meta: classificação média igual ou superior a 4)
4. Alcance das publicações e comentários nas publicações de redes sociais

Resultados obtidos pelo projeto/ação

Em todas as sessões de sensibilização houve uma adesão muito entusiasta a esta temática por parte dos participantes. Foi notório o entusiasmo por participar nas atividades ao ar livre, onde houve autonomia para explorar o espaço envolvente e para serem os próprios participantes a contribuir para o controlo destas espécies.
De uma forma geral, a perspetiva do CIA é de que estas atividades de sensibilização in loco são uma excelente forma de transmitir informação importante acerca do assunto, ao mesmo tempo que se colocam em prática formas concretas de controlo desta espécie, estando assim a contribuir também para a mitigação do problema das Espécies Exóticas Invasoras.

1 – Em 2024 participaram nas AEA no âmbito do projeto Leiria sem invasoras 693 pessoas;
2 – Quantitativos de EEI eliminadas resultantes das ações de controlo
Acácias descascadas – 736
Acácias arrancadas – 7.172
Chorão das praias – 107.1 m2 – densidade média, em que havia algumas manchas da espécie, mas sem estar totalmente coberto
Erva gorda – 400 m2 – densidade baixa, em que havia algumas manchas grandes da espécie, misturadas com espécies autóctones (monitorização) – m2
cortaderias removidas – 17

3 – Em todas as sessões de sensibilização houve uma adesão muito entusiasta a esta temática por parte dos participantes. No que diz respeito aos alunos dos estabelecimentos de ensino, foi notório o entusiasmo por participar nas atividades ao ar livre, onde tiveram autonomia para explorar o espaço envolvente e para serem os próprios a contribuir para o controlo destas espécies.
De uma forma geral, a perspetiva do CIA é de que estas atividades de sensibilização in loco são uma excelente forma de transmitir informação importante acerca do assunto, ao mesmo tempo que se colocam em prática formas concretas de controlo desta espécie, estando assim a contribuir também para a mitigação do problema das Espécies Exóticas Invasoras.
Do ponto de vista da avaliação formal das atividades, nem sempre foi possível ou pertinente fazê-la. Ainda assim, sempre que possível, os participantes (ou os professores, no caso das ações com estabelecimentos de ensino) foram convidados a preencher um formulário de avaliação online, através da partilha de um link GoogleForms. Os resultados estatisticamente tratados desta avaliação, à qual responderam 13 pessoas,, em que 1 representa menores níveis de satisfação ou concordância, e 5 maiores níveis de satisfação ou concordância: foram: tal como se pode constatar pelo relatório anexado em B1.12.1 todos os itens foram avaliados numa média de 4.5/5.
É percetível uma satisfação generalizada dos participantes, assim como fica bem patente que se retiraram aprendizagens pertinentes e proveitosas destas atividades. Para além destes indicadores de avaliação, foi ainda questionado aos participantes se esta atividade ajudou a alertar para a problemáticas das EEIs, e a resposta unânime foi de que “Sim”, a atividade ajudou a alertar.

Ainda que a maioria das atividades tivessem um maior pendor de sensibilização, não deixa de ser pertinente dar conta dos valores conseguidos em termos de plantas removidas/controladas, já que este é um indicador que poderá ajudar o próprio Município de Leiria a desenhar uma estratégia de combate às EEIs com a inclusão de mais ações de voluntariado ambiental, especialmente para o controlo/remoção/erradicação de espécies que necessitem de ser intervencionadas sobretudo com recursos humanos – o que é o caso para um grande número de espécies arbustivas e herbáceas que, para uma erradicação eficaz, não podem ser intervencionadas mecanicamente ou de outra forma que não com trabalho manual.
Foram também deixados alguns comentários e sugestões, que podem ser lidos de seguida:
“Criar a possibilidade dos mesmos alunos intervenientes poderem mais tarde voltar ao local para verificar os resultados.”
“Maior estudo prévio do terreno para que todos os alunos possam pôr em prática a remoção de plantas; trazer mais material para todos os alunos poderem fazer; escolher terrenos em que se possa ver outras plantas invasoras comuns( mostrar era das pampas ou outras).”
“Dividir os alunos em grupos mais pequenos, cada um dos grupos com um adulto responsável.”
“Continuem a colaborar com as escolas. Nós precisamos. Muito obrigada.”
“Continuem a fazer o excelente trabalho que têm desenvolvido.”
“Insistir na realização de sessões de sensibilização sobre as invasoras para proteger a zona dunar. Felicito também o CIA pelo prémio Europeu da Bandeira Azul na proteção das dunas.”

Sobre a experiência piloto de aplicação do método de Ocultação, realizada no dia 19 de maio de 2023 no âmbito da SEI23, importa referir que a experiência foi concluída na edição deste ano do LSI no âmbito da SEI24, uma vez que foi decidido que, dada a proximidade da planta com uma fonte muito abundante de água (rio Lis), seria aconselhável esperar o dobro do tempo aconselhado para retirar o material de cobertura e verificar se a planta estaria efetivamente erradicada. Assim, em maio de 2024 foi retirado o material para verificação final do sucesso desta experiência, o que se verificou totalmente.
Esta experiência foi ainda mote para uma parte do episódio do programa televisivo “Biosfera”, na RTP2 sobre a temática das EEIs (Biosfera Episódio 22 – de 15 jun 2024 – RTP Play), o que também ajudou a promover esta experiência e o trabalho de sensibilização do Município de Leiria.
A relevância deste projeto de educação ambiental pode também ser avaliado pela forma como se tem vindo a projetar em pé de igualdade com outros municípios, sendo inclusive o Município de Leiria convidado a partilhar as suas boas práticas em fóruns e grupos de estudo de âmbito nacional, como foi o caso do programa televisivo “Biosfera”, na RTP2.
Concluindo, a continuação da oferta educativa do Projeto Leiria Sem Invasoras, em continuidade com os anos anteriores, foi uma aposta com resultados que se consideram positivos, quer a nível pedagógico, quer a nível de intervenção do Município para esta problemática. As parcerias reforçadas com as freguesias foram também muito positivas, na medida em que permitiram a continuação de um maior envolvimento das autarquias na implementação de ações próprias no âmbito do LSI, ao mesmo tempo que ajudaram o município a manter a sua estratégia de sensibilização acerca deste tema.
Mais uma vez, podemos afirmar que a evolução das atividades inseridas no projeto LSI tem-se vindo a estabelecer no Concelho de uma forma francamente positiva, e tem permitido revelar que esta é uma área de interesse geral e que faz sentido continuar a promover ações e Educação e Sensibilização Ambiental sobre EEIs.

4 – Tal como se poderá constar em B1.12.1 as publicações atingiram milhares de pessoas

5 – Competências adquiridas
– conhecimento científico acerca das EEIs – espécies autóctones vs. espécies exóticas vs. espécies exóticas invasoras, quais as EEIs que proliferam em Portugal, como identificá-las, como contribuir para o seu controlo e gestão, etc
– conhecimento acerca da importância da preservação dos ecossistemas terrestres e quais os serviços ecossistémicos que estes habitats providenciam
– capacidades de linguagem e vocabulário para partilhar os conhecimentos adquiridos
– conhecimentos e capacidades técnicas para identificar flora invasora específica dos habitats da região
– conhecimentos de boas práticas ambientais relacionadas com os ecossistemas terrestres – e como transmiti-los a terceiros
– capacidade para aplicar técnicas e metodologias de controlo e gestão de EEIs específicas de cada espécie (das mais frequentes na região e que podem ser aplicadas de forma simples)

Mais informações sobre o projeto/ação

Links onde podem ser consultadas mais informações sobre o projeto/ação
Indicador(es) do ECOXXI em que o projeto/ação se enquadra
Indicador 1 - Promoção da Educação Ambiental/EDS por Iniciativa do MunicípioIndicador 12 - Conservação da Natureza (Biodiversidade e Geodiversidade)
ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em que o projeto/ação se enquadra
Erradicar a fome - Objetivo 2Saúde de qualidade - Objetivo 3Educação de qualidade - Objetivo 4Ação Climática - Objetivo 13Proteger a Vida Terrestre - Objetivo 15